Moana revela uma princesa Disney sem nenhuma firula

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O longa-metragem é o primeiro realizado completamente em CGI pelo diretor Ron Clements, que conta com um currículo composto por AladdinA Pequena Sereia, Hércules, Planeta do Tesouro, As Peripécias de um Ratinho Detetive e A Princesa e o Sapo. De fato, conseguimos enxergar com clareza a sua marca nessa aventura que se passa na Polinésia.

A trama gira em torno de Moana (Auli’i Cravalho), a filha do líder de uma aldeia da Polinésia, que sempre desejou viajar pelo mar afora, mas que foi limitada pelo seu pai, que teme os perigos do mar. Logo quando criança, ela foi escolhida pelo Oceano para acabar com a maldição gerada pelo semideus Maui (Dwayne Johnson), que roubou a pedra-coração da deusa Te Fiti há muitos anos. Cabe a ela viajar, pelos mares, encontrar o semideus e devolver a pedra ao seu lugar original.

Com esse filme a Disney exibe o auge da sua capacidade técnica em animação. Do início ao fim. O filme impressiona pela qualidade visual e pela riqueza de detalhes. O cabelo de Moana tem vida própria, a água do mar beira a perfeição, sem falar das tatuagens animadas de Maui que funcionam como se fosse sua consciência. Detalhe, as tatuagens que se movem no corpo do personagem Maui foi toda animada pela brasileira Natália Freitas.

Moana é uma grande aventura que segue fortemente a clássica jornada do herói mas sentimos nele uma alma própria, fazendo com que suas diferenças se destaquem, nos fisgando totalmente. Vale ressaltar que Moana é a animação mais depreendida dos padrões das princesas dos clássicos da Disney, é sem dúvidas a protagonista mais sem firulas e enxuta de pomposidade que conhecemos até hoje.

Agora vamos falar sobre as canções do filme... Moana é uma animação musical que pode testar a sua paciência em alguns momentos mas as músicas são maravilhosas. Canções como We Know the Way chegam até a contar com trechos no idioma local, nos lembrando fortemente de Hawaiian Roller Coaster Ride, de Lilo & Stitch. How Far I’ll Go, por sua vez, resgata toda a personalidade da personagem principal com precisão, resumindo perfeitamente sua vontade incontrolável de desbravar os mares.

PS: Cheguem cedo para assistir o curta “Trabalho Interno” do Leo Matsuda, primeiro brasileiro a dirigir um curta da Disney. Não é o melhor curta do estúdio mas passa uma mensagem bem bacana.


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