Crítica: Resident Evil 6: O Capítulo Final (?)

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Foi exatamente à 15 anos atrás que víamos surgir uma das primeiras e me arrisco a dizer que a melhor adaptação de games para as telonas*, muito aguardada pela legião de fãs que a franquia de apenas quatro jogos (na época), tinha atraído,"Resident Evil: O Hóspede Maldito" chega e sacia muito bem a sede dos fãs, contando uma nova história, porém tendo base o survival horror em questão. Bom, depois de tanto tempo e talvez sem pretensão de tantos filme assim, chega aos cinemas o último filme da franquia (pelo menos é o que diz o cartaz). “Resident Evil 6: O Capítulo Final”, é explosivo! É frenético! É revelador! É confuso e o melhor de tudo, é o último!

Sobre Hollywood não conseguir adaptar bem um game para as telonas, isso não é uma surpresa, porém, na franquia “Resident Evil” essa realidade parece ser um ponto bem fora da curva. Os motivos embora eu ainda não consiga compreender sobre este enorme sucesso, talvez se deva ao enorme carisma de Milla Jovovich que é a cara e alma de toda esta loucura zombie, e só de pensar que quando a adaptação foi anunciada, os fãs olharam à personagem com maus olhos, só porque a Alice não era um personagem dos games.

Em “Resident Evil 6: O Capítulo Final”, Alice recebe uma missão da agora aliada Red Queen para dar um fim a todo este caos, aniquilando de vez todos os infectados com o T-Virus e por fim dando uma esperança para os poucos seres humanos que ainda estão vivos. O plano é simples, voltar para o lugar onde tudo começou, à Colmeia (aquele lugar debaixo da mansão do primeiro filme, que fica na famosa cidade de Raccoon City), pegar a “Cura” e fim. Olhando por este lado parece ser algo realmente simples, visto que ela ja passou por tanta coisa, mas não, ela tem um tempo e pode acreditar, essa parte não faz muito sentido. Alice, não esta só, ela contará com a ajuda de alguns rostos já conhecidos da franquia de games, como também alguns personagens que já estiveram presentes nos filmes anteriores.


O filme está muito à vontade e não se acanha em mostrar todas as bizarrices possíveis que no seu tempo de tela, afinal, estamos à 15 anos acompanhando a saga e parece que aqui ela chegou no seu máximo, ok ainda temos a sensação de podemos estar observando a mesma coisa por muito tempo, mas é o que temos pra hoje. O que muda aqui é definitivamente a qualidade do uso de computação gráfica, realmente os efeitos especiais que são mostrados no filme mostra que a SONY desembolsou uma grana alta pra fazer aqueles monstrão grandão.

Paul W.S Anderson dirige e assina o estranho roteiro de “Resident Evil 6: O Capítulo Final”, que é bastante competente em resolver problemas contido nos filmes anteriores, porém, ele não consegue amarrar as várias pontas que não posso afirmar serem soltas, ou de livre pensamento do telespectador. Inspirado ou aspirante a Michael Bay, o diretor abusou das cenas de explosão em “Resident Evil 6: O Capítulo Final”, ele fez parecer sua assinatura em pelo menos todas as de ação leve ou moderada do filme. O clima de destruição e a atmosfera de apocalipse, neste filme foi repassado de uma maneira bastante natural, o que é um acerto em tanto da direção quanto da produção, faz com que este filme seja o melhor em repassar uma das coisas que nos outros longas deixou muito a desejar.


Como nos outros filmes, o foco em Alice é a prioridade. Os coadjuvantes são rasos, descartáveis e quase inexistentes, estão ali apenas para deixar o filme um pouco mais longo, à trama apenas permite dar destaque a um ou no máximo dois personagens, como é o caso da personagem Claire Redfield (sim ela está de volta, está melhor e mais preparada), que consegue criar uma parceria bem acertada com a protagonista. Não sei se posso afirmar que é uma tendência em Hollywood vincular heroismo à personagens femininas, até agora, pelo menos na saga "Resident Evil" isso deu sempre muito certo, e parece sempre funcionar muito bem.

Se por um lado temos a boa moça Alice que está de fato mais experiente e poderosa e concentrada no seu objetivo, no outro, temos Albert Wesker (que é um personagem clássico dos jogos), e o Dr. Alexander Isaacs que juntos formam o time dos malvadões. Esta dupla parece ser boba, atrapalhada e cheia de trejeitos nos levam a questionar realmente o quesito vilania de ambos. Neste filme eles tem o maquiavélico plano de erguer uma nova sociedade, aniquilando de vez todos os seres humanos que restaram. “Resident Evil 6: O Capítulo Final” explica de o caos que aconteceu no primeiro filme, revelando que a propagação do T-Virus não foi tão inocente assim.


Sem dúvidas este é o melhor filme da franquia, pois ele consegue dar mais ação e uma similaridade aos games da série (principalmente os títulos RE:5 e RE:6), em um roteiro ligeiro e bem auto explicativo. Se você não assistiu aos filmes anteriores, fique despreocupado, em “Resident Evil: O Capítulo Final”  não vai te fazer forçar a memória ou ter a sensação de que perdeu algo. Porém, se vicie acompanha os filmes ou jogou os jogos terá um deleite nas milhões de referencias que o filme trouxe deixando os mais saudosistas com um sorrisinho de que “eu pequei a referência”.

O filme consegue fechar bem toooooda (de algum jeito) essa maluquice que começou a anos atrás. Com ação frenética, roteiro rápido e uma surpreendente retomada do clima terror faz com que “Resident Evil 6: O Capítulo Final”, seja o final merecido para essa saga.

*Sillent Hill só veio em 2006, este sim é o meu preferido :)

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