Game of Thrones | Nossa análise de Dragonstone, a abertura da sétima temporada

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Cuidado, spoilers de Game of Thrones abaixo!

O inverno finalmente chegou. E, pelo visto, é preciso firmar bem os pés no chão antes de enfrentar a nevasca.

Quem esperava que a sétima temporada de Game of Thrones começasse de forma tão explosiva quanto o encerramento da anterior talvez tenha se frustrado um pouco. Mas a mudança de ritmo não é novidade na série — basta lembrar que, em anos anteriores, o penúltimo episódio era recheado de acontecimentos dramáticos, cabendo ao season finale a tarefa de amarrar as pontas. Assim, não é inesperado que Dragonstone tenha sido mais cadenciado. O roteiro dos showrunners David Benioff e D. B. Weiss se dedicou, basicamente, a mostrar a posição de cada peça no tabuleiro.

Essa intenção, aliás, ficou evidente — e visualmente representada — na sequência em Porto Real em que Cersei (Lena Headey) e Jaime (Nikolaj Coster-Waldau), diante de um mapa gigante de Westeros pintado no chão de uma das salas da Fortaleza Vermelha, discutiram o isolamento político dos Lannister. Além de mexer nessa balança de poder, a revelação de Euron Greyjoy (Pilou Asbæk) como potencial aliado reforçou o crescente abismo entre os outrora inseparáveis gêmeos Lannister.

O atrito entre irmãos também foi o foco nas cenas em Winterfell. A decisão acerca do destino das casas Umber e Karstark serviu para ilustrar as visões antagônicas de Jon Snow (Kit Harington) e Sansa (Sophie Turner) — ele, fiel aos valores de correção e dever que aprendeu com Ned e com a Patrulha da Noite; ela, ciente da importância dos jogos políticos, graças ao convívio com Cersei e Mindinho (Aidan Gillen). Seria a indicação de um possível racha entre os nortenhos no futuro?

Arya (Maisie Williams), por sua vez, deu continuidade à sua jornada em busca de vingança, eliminado um salão inteiro de traidores Frey em um dos momentos mais satisfatórios para quem acompanha a série. Seu encontro com um bando de soldados, no entanto, foi um grande ponto de interrogação — caso não se prove um evento decisivo para a caçula dos Stark, terá servido apenas para justificar a gratuita participação do cantor Ed Sheeran.

Dragonstone pode não ter sido um recomeço de tirar o fôlego, mas cumpriu o importante e necessário papel de preparar terreno e desenvolver a dinâmica entre os personagens — que, afinal, são elemento-chave para o sucesso da série. De quebra, o episódio conseguiu oferecer alguns vislumbres do que poderá vir pela frente, como o Cão (Rory McCann) ganhando uma nova perspectiva do culto ao Senhor da Luz, e Sam (John Bradley) desafiando o arquimeistre Marwyn (Jim Broadbent) ao acessar a ala restrita da biblioteca da Cidadela, ou ainda encontrando uma misteriosa figura, possivelmente Sor Jorah (Iain Glen). O saldo é positivo. Mas não dá para evitar aquela sensação, resumida pela única fala de Daenerys (Emilia Clarke): “Vamos começar?”



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