3%. Como a Netflix entendeu o povo brasileiro

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Nesse final de semana, a Netflix atualizou seu catálogo com uma mais nova produção brasileira: 3% (três por cento). 

"Aos 20 anos de idade, os jovens do Continente chegam às modernas instalações onde passarão pelo Processo, sua única chance de ir ao mundo de privilégios do Maralto."

A primeira coisa que posso dizer é: a Netflix me surpreendeu ao produzir uma ficção científica brasileira, o que se torna inovador diante de outras produções que somos acostumados a ver. 3% já era um projeto existente há mais ou menos seis anos, há três anos o episódio piloto foi lançado no YouTube por uma produção de orçamento bem modesto. A série nos mostra elementos de distopia que podem ser lembrados em outras produções mais famosas e que, claro, haverá comparações. Mas essa é um pouco diferente. Seu potencial e enredo são originais, que fazem com que a adaptação ande com seus próprios pés, mesmo havendo comparações e semelhanças com outras distopias ela trás uma personalidade própria.
Um ponto que trás essência mais diferenciada é o protagonismo: não existe o personagem em que a série gire em torno somente dele, um é tão importante quanto o outro, a subtrama de todos é mostrada. 

É de confessar que o roteiro possui alguns furinhos (mas podem ser consertados na próxima temporada), mas ele é tão eficiente, inteligente (pra caramba) e cativante que prende a sua atenção e te deixando mais curioso para o que vai acontecer. 
Um ponto de vista interessante nesse roteiro é que ele não poupa NADA. Ele mostra o que realmente deve mostrar, o drama é pesado, tem dor, tem sofrimento, tem mágoas e uma "caralhada" de emoções fortes (do jeitinho brasileiro rs), o que trás algo muito realista e dá um "tchan" a mais na série, então segura esse estômago e esteja sano. E por incrível que pareça, não tem romance ou disputa de quem fica com quem.


Não devemos nos esquecer do elenco bem planejado e bem trabalhado. Nomes de maior porte na série são poucos, o que é bom, pois os atores mais desconhecidos formaram sua marca e característica única nessa adaptação, que poderão ser lembrados em produções externas. Além da diversidade, tanto no elenco como no protagonismo, nenhum ficou de fora.

Pra quem curte ficção científica, drama e suspense deixo aí a indicação. Uma produção brasileira como essas deveria ter uma chance, ajuda no seu entretenimento e na valorização de uma produção local. Vamos parar um pouco de pagar pau pra gringo, né!? 

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