A gente leu: Demolidor, Fechando as portas.

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Olha... eu não sou de ficar fazendo review de Hq, temos dezenas de sites e canais no youtube de qualidade fazendo isso. (principalmente visando quem é leitor recente e tal)
Eu me dirijo também a eles e a você (velho dinossauro das Hqs como eu.)

Que Mark Waid é o cara, todo mundo sabe. (ou ao menos desconfia) devolveu Flash ao mapa dos quadrinhos, escreveu “Reino do Amanhã”, foi responsável por uma das origens do Superman. Reergueu um combalido Capitão América antes da era Brubaker, fez uns roteiros simplesmente fantásticos na Liga da Justiça... enfim.

E a Marvel joga o Demolidor nas mãos dele...! (e Hulk tmb.) como vocês sabem, o Demolidor (pra variar tinha passado por um “mar de desgraças”) teve sua identidade revelada, ficou viúvo, foi preso, foi possuído por um demônio, ficou maluco, rebelou-se contra os próprios amigos, tomou o controle do Tentáculo, tentou tomar Nova Iorque... enfim.

Parecia, apenas parecia que não tinha mais pra onde levar o personagem. (ainda mais levando em conta que a saga “Shadowland”  (Terra das Sombras) foi uma... lástima. (dividiu a galera.)

Waid disse em suas primeiras entrevistas: “Esqueça o Rei do Crime e os Ninjas...! você não os verá por um bom tempo...”, e assim o fez. Waid deu um novo gás narrativo deixando o personagem similar as suas primeiras histórias. (aparentemente) e claro. A arte também ajudou, mais colorida, mais cartunesca (em certos momentos) e também (é claro) televisiva...

Há momentos (principalmente no que se refere ao uso dos poderes do Demolidor) que você imagina aquilo passando numa série de Tv. (lembrando que séries hoje em dia tem tanta qualidade ou até mais que um próprio blockbuster do cinema), seja nas onomatopeias em forma dos objetos ou seja nos usos criativos e cenas realmente interessantes na Hq (leia o encontro dele com o Hulk)

Você pode até dizer que isso do uso dos poderes seja herança da “Era Miller”, mas eu te digo que não. Miller começou um caminho. Waid foi além. Levou a tocha adiante... (quem lê as Hqs desde o começo do run sabe do que eu falo)

E se alguém se preocupou em “não ter ninjas” se preocupou de graça! Lembrem que antes de mais nada o Demolidor possui... poderes. Enfrenta seres... (também) com poderes.

 Nessa brincadeira rendeu ótimos arcos com diversos personagens dos recantos do universo Marvel. Seja numa corrida espacial com o Surfista, seja com a “legião dos Monstros” (Howling Commandos) seja numa interação foda com o... Homem Formiga! (sim. 
O roteiro de Waid é tão criativo. As situações são tão doidas que qualquer herói pode aparecer a fazer a diferença no momento certo! É divertido  o “Homem sem medo” sem jeito de bater na casa do Dr Estranho, pq o radar não funciona lá!

Curiosidade: 3 prêmios Eisner e 4 prêmios Harvey.

A ideia da editora de publicar por encadernados se mostrou acertada (o mesmo ocorreu com outros personagens) ainda mais por estarmos na era dos Runs curtos (máximo 40 edições e aí volta-se ao número 1)

Eu acompanhei em Scan (claro) e também comprei as Hqs...! houve meses que eu não resistia e baixava em espanhol ou enchia o saco dos meus amigos de scan argentinos...

Valeu a pena. É uma Hq de qualidade. Acrescenta ao personagem, já é de certa forma clássica e se possível adquira os outros volumes (ou baixe, na boa)

Tanto a peteca não caiu que esse Run virou pro quarto volume de Demolidor (ainda na batuta do Waid)

Já fica a dica quando os próximos lançamentos saírem. Desculpa o texto longo rapaziada, mas o autor e o personagem merecem. DD completou 50 anos caramba!





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